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3 SINAIS DE QUE ESTAMOS CADA VEZ MAIS INFANTILIZADOS E DEPENDENTES DO GOVERNO

Por Edemir Bozeski, publicado pelo Instituto Liberal

Não é difícil constatar que os hábitos domésticos e familiares, têm grande influência na formação da criança e refletirão posteriormente na vida adulta. Esse é o ponto de partida para que fiquemos atentos aos 3 sinais de que estamos cada dia mais infantilizados e dependentes do governo:

As experiências na infância

Senão vejamos: Quando somos crianças, nosso almoço está sempre pronto à mesa e nossa cama está sempre arrumada. Depois, alguém vai lavar a louça ou as nossas roupas.

Observe que sempre existe alguém fazendo algo para nós, seja nossa mãe ou a diarista, de forma que temos ao nosso dispor o funcionando da casa, mesmo que não colaboremos em nada! A criança aprende, indiretamente, a não colaborar com o funcionamento do local onde vive. Evidentemente, há exceções!

A consequência disso é que essa criança vai exigir do Estado o mesmo, quando for viver em sociedade, posto que ela aprendeu a ter alguém fazendo algo por ela. Se jogar lixo na rua, vai exigir que o Estado providencie um gari para limpar. Não vai se dedicar aos estudos, não vai empreender, porém, vai querer ter sucesso e ser bem-sucedida. Acabamos sendo um povo mimado!

E o pior: a precariedade da educação doméstica perniciosa ao nosso futuro, é habilmente utilizada pelo Estado para interferir em nossas vidas, criando a mesma dependência existente em nossa casa.

O indivíduo “órfão” com dificuldades de dirigir sua própria vida

Isso ocorre através da infantilização da população, causada por uma dependência exagerada e desnecessária ao Estado, pois sem ele as pessoas se sentem “órfãs” e não sabem dirigir sua própria vida. Observe que ao longo dos anos, diversos governos vêm sistematicamente impondo políticas de dependência, através das quais se assenta o hábito de que ele, o Estado, vai cuidar de nós, assim como ocorre em nossa vida doméstica. Ele cuida do nosso dinheiro (FGTS), da nossa previdência, da nossa saúde e da educação, assim como nossos pais cuidaram de nós durante a infância.

É uma estratégia utilizada há muitas décadas, como forma de tratar a população de forma infantil, beirando à debilidade. E a lógica disso é que, quando você trata alguém como criança, a tendência é aquela pessoa se comportar como tal. Não é de se estranhar que a presidente anterior se dirigiu à população, através de um discurso pueril, mencionando “estocagem de vento” e “elogios à mandioca”.

Em razão disso, aceitamos como normal a presença de um funcionário público em nossa casa, visando combater um mosquito em nosso quintal (aedes aegypti), pois não sabemos fazer isso por conta própria. De igual modo, o ascensorista tem que apertar o botão do elevador, pois também não sabemos manusear os inúmeros botões do dispositivo. Por último, precisamos de um frentista para encher o tanque do automóvel. Esses são exemplos clássicos de infantilização de uma população!

A falta de iniciativa e motivação

Essa dependência e infantilização causam danos irreparáveis, pois torna as pessoas sem iniciativa e desmotivadas, criando uma população sem autoestima, deslumbrada com as qualidades dos outros povos e não do seu próprio país. Em países onde se aplica a liberalismo econômico, essa infantilização e falta de iniciativa da população, é praticamente inexistente!

Quando completam 18 anos, em países como Estados Unidos e Canadá, os jovens têm que sair de casa. Quando ainda estão em casa, eles colaboram com a administração doméstica, seja lavando pratos ou arrumando a cama. Essa cultura de independência e colaboração, faz com que esses países sejam empreendedores e a consequência disso, por óbvio, é a prosperidade e uma existência agradável na sociedade, com a colaboração para o seu funcionamento, seja cuidando dos lugares públicos ou cortando a grama da sua própria casa, posto que ela não é algo somente individual, mas parte de uma visão coletiva.

Aos brasileiros, cabe uma melhor compreensão sobre o que é ser dono do seu próprio destino. Poderíamos começar, por exemplo, exigindo que nós mesmos administremos nosso dinheiro, como o do FGTS, e não o governo! O FGTS e outras contribuições são verdadeiros confiscos, com a desculpa de que o governo está cuidando do nosso dinheiro.

A verdade, todavia, é que ele usa esse dinheiro para financiar um estado gigantesco e desnecessário, através de custos exorbitantes de administração (no caso do FGTS, menos da metade da inflação). É uma espécie de “consórcio do mal”, onde a taxa de administração é absurda e insuportável para o consorciado, no caso, os pagadores de impostos e o bem a ser usufruído é entregue pela metade, em razão da sua baixa rentabilidade!

Como superar esse problema?

A solução, sem dúvida, é o Estado parar de agir como empresário e deixar sob a responsabilidade da iniciativa privada as áreas incompatíveis com o governo (petróleo, eletricidade, sistema bancário, entre outras), posto que isso evita a necessidade de buscar recursos na sociedade, via impostos, para administrar a máquina governamental, além de impedir a péssima administração estatal nessas áreas, com o tradicional uso político dos cargos utilizados para rapinagem endêmica, como visto no caso da Petrobras.

Frise-se que a iniciativa privada é a verdadeira geradora de riqueza, aquela que mantém, inclusive, o Estado através dos impostos. É ela quem deveria ser a maior protagonista no país, mas hoje é o Estado, eis que sua onipresença é evidente em grande parte dos setores produtivos e burocráticos do país.  O Estado deveria operar tão somente onde a iniciativa privada não atua, como a diplomacia, poder judiciário, polícia, entre outros.

O que podemos concluir é que a dependência ao Estado e a infantilização da população são intencionais, para que não haja contestação à atuação do Estado nas áreas econômicas não condizente com seu mister, prejudicando, sobremaneira, a população, principalmente os mais pobres, com serviços caros e ineficientes, relegando à iniciativa privada a fama de vilã do protagonismo econômico.

Sobre o autor: Edemir Bozeski é formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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