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4 Razões para querer João Dória como prefeito, governador e presidente

Por Vista Direita

O que João Dória provou à política? Na verdade, ele ouviu as necessidades do povo e as refletiu em ações, o que, diga-se de passagem, não é pouco perante a qualidade de nossos representantes. Em relação ao seu antecessor, então soa até injusto comparar. Vamos aos pontos, o que faz de Dória um sucesso e anomalia no cenário político brasileiro?

  1. Posiciona-se como indivíduo e não, massa.

Enquanto Fernando Haddad fazia da administração uma mera plataforma para asseverar suas teses esquerdistas, João Dória apenas fez o que uma pesquisa feita pelo próprio PT já havia revelado.[1] A Fundação Perseu Abramo (do PT) fez uma pesquisa com seu eleitorado de 2002 e 2012 e descobriu que “viraram a casaca” em 2014 e 2016. Uma das grandes “descobertas” da pesquisa foi saber que, para o povo não há luta de classes, mas sim a incompetência estatal. E para piorar para o PT, o sucesso está ligado à coragem, disciplina e força de vontade.

Depois dessa camaçada de verdades que recebeu, o PT não baixa o facho com teses equivocadas. Recomendou que seu discurso partidário negasse o mérito individual como importante construção da identidade. Aliás, para quem conhece os meandros políticos da esquerda sabe muito bem quão antiga é esta estratégia: Karl Marx já escrevera sobre a necessidade passar a classe social (proletária) de “classe em si” (sem assumir a ideologia comunista) para “classe para si” (assumida a ideologia comunista). Não é de hoje que este tipo de postura e visão política faz um desserviço à sociedade, no que João Dória é a perfeita antípoda, pois se posiciona como pessoa ao valorizar o trabalho individual, a competência e a promessa cumprida.

Aprendam petistas que quando atribuímos tudo a um grupo, “coletivo” como vocês gostam de chamar, a responsabilidade se dilui e isto promove a irresponsabilidade. Ou melhor, não aprendam não, continuem errando que assim vocês vazam mais rápido do sistema político nacional.

  1. Seu conceito de Zeladoria Urbana é um resgate da dignidade do cidadão

Os petistas têm que ser muito incompetentes e ideologizados para não perceberem que é exatamente pela visão de um gestor bem sucedido, que por mérito próprio acostumado com a lógica de mercado faz de Dória o perfeito exemplo de um anti-PT.

Há algo mais acertado do que fazer em política o que a maioria deseja, desde que esteja dentro da lei? Pois é, 97% dos paulistanos se mostraram a favor do combate aos pichadores,[2] e a esquerda insiste me dizer o contrário ao empurrar goela abaixo do contribuinte que seu conceito de arte – a pichação – deve ser aceito. Esta é a típica pauta natimorta e os caras não percebem porque Dória faz o sucesso que faz porque traz dignidade ao cidadão cuidando de sua cidade. Tentaram, inclusive, desqualificá-lo na ação ordeira ao combater a sujeira pública como “higienismo”.

A acusação de “higienismo”, além de tudo, contraintuitiva, pois o conceito não é de domínio popular e quem o critica parece estar indo contra a necessidade de higiene. Em segundo, pois se explicassem o tiro sairia pela culatra, uma vez que tratar bem o meio ambiente urbano para todos é justamente o oposto de qualquer sentido de discriminação.

  1. Quem sabe ouvir acaba se comunicando bem

Suas realizações são veiculadas, mas à diferença do puro marketing que só promete, ele é feito em cima de realizações. A imagem de quem trabalha e mostra isso até no domingo só atiça a inveja daqueles que viveram em cima da exploração do sentimento de privilegio do funcionalismo. Na Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), o horário de entrada dos funcionários passou a ser 7h30, como é em qualquer emprego normal.

À diferença de um político, Dória explora perfil de administrador em contraposição à Fernando Haddad e sua imagem de pouca produtividade. E é claro que o crescente sentimento antipetista, que soube explorar o auxiliou. Além de empresário, sua postura como comunicador, também lhe permitiu saber transmitir claramente o que queria.

Ao contrário de entidades coletivas como classe, raça, etnia, gênero, João Dória é o rosto de uma pessoa, o que fez, inclusive ao manter sua página pessoal em rede social. Ao invés de usar uma institucional como a da prefeitura para promoção pessoal, até nisto ele mostrou saber separar os recursos públicos de qualquer uso privado para interagir com o público. E prova cabal desta bem sucedida interação foram os 145 vídeos publicados em três meses de governo com milhões de compartilhamentos.

  1. Realizações em campos essenciais

Em apenas um mês, o prefeito João Dória reduziu em 70% a fila para exames com seu programa, o Corujão da Saúde. Quando iniciou em 10 de janeiro, quase meio milhão de paulistanos aguardavam serem chamados, enquanto que “especialistas” inventavam de tudo para desacreditar o programa. Até dizer que pouca gente iria ser atendida de madrugada porque não iria acordar, o que é ridículo para quem sabe como funciona de verdade, quando necessitados chegam a ficar mais de um dia na fila para serem atendidos. De acordar na madrugada para ficar na fila para acordar na madrugada para ser atendido vai um abismo de diferença. E quais foram os custos? Bem menos do que levar toda a máquina pública a construção de infraestrutura, contratação de pessoal e administração, o prefeito aplicou a política liberal dos vouchers, na qual paga para o serviço privado para que atenda o usuário da saúde.

Este exemplo foi o mais emblemático, mas há outros em uma série de parcerias e doações com empresas para cuidado da cidade. Em outras palavras sabendo separar o que é público e privado, Dória aproximou os dois setores da cidade criando uma sinergia onde se diminui o peso do setor público, mas sem perder sua função com o apoio e mais importante, envolvimento dos agentes privados.

Agora pense, se este sujeito em poucos meses fez tudo isto como prefeito, o que fará como governador do estado ou tomara, presidente da república? Aguardamos ansiosamente para saber.

[1] Fundação Perseu Abramo. Percepções e Valores Políticos na Periferia de São Paulo. 2017.

[2] DataFolha. Avaliação dos programas da prefeitura. 2017.

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Sobre o Autor

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