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Fim da Lava-Jato? Acho que não...

camisetas de direita liberal conservadoraPor José Roberto Bonifácio

"Nota oficial da PF sobre mudanças de cronograma que afeta o grupo de trabalho da Operação Lava Jato, divulgada pelo Antagonista.

Leiam direito, amigos para não ir logo interpretando, como alguns querem, que é uma ação para acabar com a Lava Jato.

  1. Os grupos de trabalho dedicados às operações Lava Jato e Carne Fraca passam a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);

  2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;

  3. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo dois ex-integrantes da Operação Lava Jato;

  4. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;

  5. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;

  6. A Polícia Federal reafirma o compromisso público de combate à corrupção, disponibilizando toda a estrutura e logística possível para o bom desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento dos crimes investigados."

  7. Tendo em vista que cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um, essa equipe, juntamente com o Grupo de Trabalho da Operação Carne Fraca, passou a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);

  8. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;

  9. Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais;

  10. O número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70;

  11. A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco;

  12. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;

  13. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato;

  14. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;

  15. Conforme nota divulgada no dia 21/05/2017, deve-se ressaltar que as investigações decorrentes da Operação Lava Jato não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados;

  16. Desde o início, a Polícia Federal, de forma republicana e sem partidarismos, trabalha arduamente para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados.

Nossos comentários:

No desenho institucional prévio havia sobreposições de função e compartimentalização de incumbências. Quando se bota todos trabalhando juntos vc poupa recursos, agiliza processos e solidifica os achados, tornando os mais objetivos, ate porque todo mundo vai estar olhando pro mesmo local. Uniram se aqui a eficiência, a eficácia e a efetividade.

A institucionalização da lava jato fora antes anunciada na mídia, previamente à troca do ministro da justiça, inclusive com anuência do histórico delegado que a desencadeou. Não sei por que tal histeria.

Pior que o risco da asfixia organizacional era o das múltiplas versões competitivas e mutuamente "desconstrutivas" das equipes de investigadores, vazando informações a bel prazer.

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Sobre o Autor

José Roberto Bonifácio

Jose Roberto Bonifacio Cientista Político; Consultor e Palestrante Organizacional; Professor; Pesquisador Independente. Autor do livro “O Brasil de Lula a Temer: Ódio de Classe, Democracia e Partidos”. (livro no prelo)