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O Machismo de Sakamoto

Qual é o problema com o feminismo atual? O feminismo deveria, em tese, ser apenas uma luta contra injustiças cometidas contra um indivíduo que, por acaso, é mulher. Só que atualmente, este movimento não se detém nisto. Hoje em dia, em época de uma ditadura do marketing politicamente correto, quem quer que se denomine como antifeminista logo será tachado como um agressor de mulheres. Nem de agressor potencial irão te acusar, dirão que a própria posição já é uma agressão em si e que, portanto, quem a defende já é agressor de mulheres. E quando a opinião se torna uma agressão simbólica adentramos no campo da censura e do policiamento do pensamento.

Sakamoto, sim, ele mesmo, o blogueiro a soldo do PT postou em seu Twitter que “é tanto homem inseguro criticando a greve geral das mulheres[1] que tenho certeza que a seleção natural desandou em algum momento” e daí me veio a dúvida... Ora, se um bombeiro faz greve deixa de atender incêndios, se um policial faz greve deixa de patrulhar as ruas, se um médico faz greve deixa de atender seus pacientes etc. Agora, se um sujeito diz que mulheres fazem greve, ele está insinuando que as mulheres deixam de prestar um serviço que só elas, diferentemente dos homens podem fazer. O que seria? Só consigo pensar na gestação de uma criança e o que precede isto, uma relação sexual. Sem perceber, Sakamoto equiparou as mulheres, todas elas, as serviçais do sexo. Infelizmente, a maioria dos leitores não irá perceber porque não se pauta na lógica, mas apenas em aparências. Aparências que adornam o pior tipo de esquerda. Diferente da esquerda histérica, da esquerda violenta que, ao menos é sincera, honesta quanto aos seus propósitos revolucionários e cultura de ódio, a esquerda encarnada no blogueiro venal chamado Sakamoto é a do bom-mocismo, da pretensão de ajudar os pobres acima de tudo (não esquecendo de condenar os ricos). Sem perceber, ele fez o comentário mais machista já divulgado em público, pois se o que diferencia a mulher do homem é a sua capacidade de gestar um filho, em última instância quando ela faz greve está boicotando a atividade sexual. Ninguém nega o direito de quem quer que seja de não praticar sexo, mas ao tratar as mulheres como categoria profissional está nivelando todas elas como prestadoras de uma atividade e vos pergunto: quem é que cobra por este tipo de atividade? Sabem, né?

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Na raiz do pensamento feminista atual, seja de uma feminista radical que odeia qualquer sinal de masculinidade ou de um Sakamoto está o germe coletivista. Agregar seres humanos em um coletivo, cujas características ou premissas se sobreponham à individualidade é algo que depõe contra a realidade humana, que é diversa, desigual e marcada pelo livre-arbítrio. Por isso que tais movimentos têm lá lá no fundo uma origem totalitária.

Mas querem ver que não assumirão este ato falho e nos impingirão a pecha de machistas? Quando não há mais lógica na qual se apoiar, tudo que resta é o desespero da repetição para que a mentira seja vista como verdade.

V.D.

[1] LETIERI, Rebeca. “Greve geral marca Dia das Mulheres, numa ofensiva mundial contra onda de conservadorismo” in: Jornal do Brasil. Acesso em 7 mar. 17.

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