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O Mundo melhora graças ao Capitalismo e tem que ser cego para negar

camisetas de direita liberal conservadora

Por Anselmo Heidrich

Você já deve ter ouvido, lido muita coisa sobre capitalismo e qualidade de vida, sempre com uma correlação negativa, não? De que o capitalismo é o grande responsável por nossas mazelas sociais e ambientais etc. Mas e se eu lhes dissesse que é exatamente o contrário? Pois é... Cada dia mais estamos vendo a desmistificação dessa histórica repetida insistentemente nos bancos escolares.

O Mundo melhora a olhos vistos

O cientista cognitivo Steven Pinker, professor da universidade de Harvard, é um dos autores que mais forneceram dados em defesa dessa tese. Seu livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza (Companhia das Letras) busca demonstrar que vivemos na época mais pacífica e próspera da história. “As pessoas, em todos os cantos do mundo, estão mais ricas, gozam de mais saúde, são mais livres, têm mais educação, estão mais pacíficas e desfrutam de uma maior igualdade do que nunca antes”, diz Pinker ao jornal EL PAÍS. “Todas as estatísticas indicam que melhoramos. Em geral, a humanidade se encontra melhor que nunca.”

Esta visão que o S. Pinker e outros citados têm, eu já pude ver em Børn Lomborg, autor de outra obra de referência, O Ambientalista Cético, na qual argumenta que o mundo não está tão mal quanto pintam os ativistas do meio ambiente. E é fato reconhecido nos meios liberais que defendem menor intervenção estatal, que as sociedades estão melhorando mesmo. Embora haja aqueles países ou regiões do globo em situação crítica, eles não representam a maioria, nem abaixam a média do desenvolvimento mundial.

A Desigualdade como Falsa Questão

Pinker também está certíssimo sobre a desigualdade não ser o principal problema da humanidade, como insistem as esquerdas políticas. Um exemplo: se falta água na África do Sahel (região que margeia o Deserto do Saara ao sul), se há baixa ingestão de calorias no Subcontinente Indiano, isto não se dá porque suas elites bebem ou comem mais, mesmo porque se forçássemos uma redistribuição destes recursos, provavelmente ainda faltaria o suficiente para a maioria. A questão é outra bem diferente de haver uma minoria com muito e uma base da sociedade com pouco, a própria produção absoluta de bens é insuficiente. Se a renda e os recursos se concentram não é porque uma minoria sugou recursos da maioria e sim porque apenas uma minoria está verdadeiramente integrada ao sistema de trocas chamado mercado de modo eficiente. Ou seja, quando um esquerdista acusa “o sistema de provocar exclusão social”, na verdade o problema é que a exclusão é por não estar inserido no sistema, pois todos querem se integrar ao mesmo. O problema não é o mercado excluir, pois o mercado é resultado de um sistema, que daí sim, graças ao intervencionismo estatal e bloqueios jurídicos exclui indivíduos de atuarem livremente criando mercado.

Não é o Capitalismo que exclui, mas o tipo de sociedade criada pelo excesso de intervenção estatal

Trata-se do tipo de sistema capitalista que foi desenvolvido, mais livre para empreender ou menos, com altas doses de intervenção estatal e corrupção ou como se diz, se criam dificuldades para vender facilidades. Isto vai além da comparação entre Capitalismo com Socialismo e outras dicotomias simplistas, mesmo porque há tantas sociedades diferentes, até díspares que entram no bojo do que chamamos “capitalismo” que soa inócuo discutirmos a posse dos meios de produção como causa última do desenvolvimento. Poderíamos enumerar uma série de condições para o sucesso de uma determinada sociedade, tais como:

  • O grau de livre-comércio dessas sociedades;
  • Sua segurança jurídica;
  • O acesso à propriedade privada;
  • O grau de burocratização;
  • A criminalidade;
  • A transparência pública;
  • A liberdade de expressão etc.

Quantas sociedades chamadas de capitalistas têm estes detalhes em muito baixa conta? Várias. Portanto, se faz necessária uma discussão mais técnica e detalhada que aponte as falhas e ultrapasse a mera dicotomia entre Capitalismo VS Socialismo. O problema atual está no tipo de capitalismo que temos, se é mais ou menos liberal e se suas sociedades primam pela manutenção de seus valores básicos ou não.

Como manter um discurso puramente ideológico anticapitalista com dados como esses?

Gráficos sobre a melhoria da qualidade de vida Como negar a importância do capitalismo para a evolução desses índices?
Gráficos de renda e pobreza mundiais Fala sério, um esquerdista só pode ter raiva destas imagens. Elas contradizem todas as asneiras que eles insistem em dizer.

(Imagem: El País).

O Paradoxo de Tocqueville

Alexis de Tocqueville já observara que o capitalismo contém um paradoxo, o paradoxo da riqueza, pois só em sociedades afluentes vamos encontrar pedintes nas ruas. Alguém por acaso já viu mendigos pedindo esmola no sertão paraibano? Claro que não, eles estão acumulados justamente onde a riqueza aflui, nos grandes e prósperos centros urbanos. Então, é absolutamente natural que a pobreza persista, mas de qual “pobreza” realmente falamos? A questão não é, no entanto, se ela existe ou não, pois ser pobre, em termos relativos, talvez a maioria de nós aqui possa ser enquadrada nesta categoria. A questão de verdade é quanto desta pobreza pode ser considerada absoluta, isto é, que não atinge as condições satisfatórias de sobrevivência. E aí, cada dia mais, seu número diminui proporcionalmente. Proporcionalmente, sempre é bom observar, pois em termos absolutos podemos ter mais pobres do que em 1950, o que seria absolutamente normal, uma vez que temos uma população absoluta maior do que em 1950. Mas reitero, a fatia desses considerados pobres cresceu? E a resposta para a situação mundial é taxativa: a pobreza (absoluta) mundial diminuiu.

A Pobreza Absoluta ainda persiste, mas é cada vez mais rara

O ocaso das ideologias explica algo assim? Para mim ele reflete sua irrelevância em termos práticos. Uma vez configurado o fracasso total de qualquer ideologia de esquerda ter tido sucesso no século XX, antigos apologistas como Daniel Bell vaticinaram “o fim das ideologias”, mas eu me pergunto, só ele que não viu isto antes? Basta ver a baixa qualidade de um veículo produzido na era soviética em comparação com qualquer outro da antiga Alemanha Ocidental ou na força de trabalho chinesa puxando arados no lugar de bois durante o período comunista para sabermos que aquilo foi uma farsa do início ao fim. E dentro do capitalismo, quem insiste em não mudar, física e condicionalmente tende a padecer na miséria.

Por que devemos ficar alertas com a propaganda ideológica socialista

Recentemente doei muitas roupas a uma família da serra catarinense com quem minha mulher mantém contato. E lhe perguntei o que acharam, ela me surpreendeu dizendo que a mãe dos garotos usava meias diferentes, ambas com furos nos dedões, mas feliz da vida por manter os pés aquecidos durante o inverno. Agora pergunto, onde isto acontece em uma favela brasileira? Nas “comunidades” em que jovens usam celulares e os poucos sem acesso à internet em suas casas ainda frequentam lan houses. A realidade mudou muito e estes pobres desconhecidos das periferias brasileiras e essa realidade é flagrantemente ignorada pela maioria de nossos (pseudo-)cientistas sociais que deveriam estar mapeando-os, classificando e quantificando suas condições e hábitos. Muito pouco disto é feito, é uma vergonha manter uma casta de inúteis professores de humanas nas universidades que contribuem com mera produção ideológica ultrapassada. Puro lixo teórico.

Se não sabemos, detalhadamente, como é a população brasileira por falta de pesquisas qualitativas, pois os dados recolhidos por institutos de pesquisas como o IBGE estão aí, como poderemos julgar, ainda mais moralmente, um sistema econômico que é o capitalismo? Não esqueçamos que quando dizemos sistema se trata do resultado entre as interações econômicas de cidadãos, consumidores e produtores. Cuidado, portanto, com mensagens alarmistas, falsas, catastrofistas que são meras peças de jogos político-ideológicos para manipular, sobretudo, jovens por interesses escusos de militantes a serviço de causas perdidas, cujos políticos usam os recursos públicos a fundo perdido. Nós podemos estar longe do ideal enquanto civilização, mas estamos muito melhor do que alegam os mentirosos profissionais da esquerda que vivem pintando um apocalipse. Não se deixe enganar, eles lucram com o medo e desespero de vocês.

...

ALGUNS dizem que é preciso ter fé para acreditar e outros só acreditam vendo. Bem... No caso do Capitalismo é mais simples, ele não é um “sistema” alheio aos indivíduos, ele é resultado das ações destes indivíduos, de todo seu poder criador e é por isso que defendê-lo significa ter e VER. Quando dizemos que acreditamos “nele” estamos, na verdade, demonstrando fé em nós mesmos.

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Sobre o Autor

Anselmo Heidrich

Mestre em Geografia Humana pela USP. Professor de Geografia há mais de 25 anos, pesquisador em geografia e geopolítica. Ex-Membro do Movimento Brasil Livre em Santa Catarina e do Movimento Resistência Liberal Brasil. Co-autor do livro Não Culpe o Capitalismo - http://naoculpeocapitalismo.blogspot.com.br/.